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quarta-feira, 8 de março de 2023

Cineclube Sessão Quadro Negro: dia internacional da Mulher

Neste dia 8 de março retomamos nosso cineclube no IECD com uma sessão em homenagem ao dia internacional da Mulher, com os filmes. Diversas turmas encheram o auditório para assistir aos materiais audiovisuais e conversar sobre o tema da luta da mulher por direitos e igualdade.


8 de março: uma data de luta. 

https://www.youtube.com/watch?v=FHcr4BJaXpc

Acorda Raimundo, Acorda!

https://www.youtube.com/watch?v=JIN8uJwOTeE

 Domésticas. 

https://www.youtube.com/watch?v=BDkAXgGiOoM






 

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Afeganistão, Talibã e Imperialismo.

 

Nesta live propomos uma reflexão sobre atual conjuntura do Afeganistão, discutindo a saída do exército americano do país e o retorno do poder do Talibã. A live é uma iniciativa do Linhas de fuga em parceria com o grupo Sem Camundongos.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Mulheres na Filosofia

Live com as professoras Esmelinda Fortes e Débora Fofano sobre o percurso das mulheres na filosofia, as temáticas feministas, a história de resistência das filósofas nesse ambiente duramente masculino e eurocêntrico.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

CyberPunk. A cultura machista do século XXI acaba de inventar um novo tipo de "estupro".

Games podem nos dizer muito sobre nossa sociedade. Recentemente um número enorme de "nerds" ficaram meses planejando como iriam interagir sexualmente com a personagem tatuada que aparecia nós trailers do game CyberPunk 2077. Todos grupo relacionados ao jogo tinha posts sobre "vou comer a Judy". Pessoas que planejavam projetar suas frustrações sexuais reais em um personagem virtual.

Spoiler do game a partir daqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mais uma frustração para eles. No game que saiu o final de 2020 a personagem Judy é gay e não dá para fazer o jogador que escolheu um personagem masculino para jogar interagir sexualmente com ela. 

Indignados hackers em comportamento incel (cultura machista de pessoas que vivem em celibato involuntário) fizeram um mod (uma trapaça de reprogramação) para tornar possível a interação hétero com a Judy. Sexo virtual por meio da manipulação de codigos conta a programação original de um personagem, ou seja, inventaram um novo tipo de estupro.

O mundo distópico e tecnológico do game CyberPunk não está tão distante de nossa realidade atual.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

"Life is Strange" um belo jogo que rompe com o padrão alienante e sexista da indústria de Games.

"Life is Strange" é um um jogo PC,PlayStation 4, PS3, Xbox One e Xbox 360 que coloca o jogador no controle de uma adolescente chamada Max. Ao longo de uma história adolescente trágica dividida em 5 capítulos a personagem tem de escolher entre diversas ações possíveis, e por meio delas definir o rumo de sua vida levando em consideração o resultado de suas ações sobe aqueles que lhe cercam.

Um ótimo jogo que trabalha o tema da liberdade para além do senso comum, relacionado a capacidade humana de julgar a responsabilidade que inevitavelmente é proveniente dela. Desta forma o game rompe com um padrão niilista comercial tão comum a indústria de games. Max não é um personagem poderoso que pode fazer tudo aquilo que quer sem sofrer consequências tal como protagonistas de muitos jogos de sucesso. O game obriga o jogador refletir sobre suas ações sem poder ignorar os valor ético, político e sociais presentes na trama ficcional. Em "Life is Strange" o "poder" é também responsabilidade e cada escolha do jogador o leva a desfechos diferentes, muitas vezes a resultados realmente trágicos. 

Contrariando sensacionalismo e superficialidade tão comum a indústria de games o jogo consegue discutir temas polêmicos e fortes de forma qualificada, trabalhando muito bem o mundo de transformação e descobertas da adolescência. Nele temas como sexo, drogas, estupro, opção sexual são inseridos de forma orgânica na história e lidar com eles é uma tarefa esclarecedora.

A cultura machista e sexista de protagonistas femininas semi nuas e hiper sexualizadas também é contrariada em Life is Strange. Max não se enquadrada nos esteriótipos da indústria de games: ela não é uma protagonista seminua e muito menos uma "mulher burra" que esta ali como coadjuvante apenas para ajudar (ou atrapalhar) o mocinho. Fato que não a torna menos encantadora, muito elo contrário! Na verdade a ideia batida de donzela em perigo pronta para ser salva pelo mocinho também é subvertida por meio de um enredo e romance complexo e rico. Assim como Max todos os personagens possuem profundidade psicológica e "existencial" temos como personagens: mauricinhos e patricinhas mimadas, jovens revoltados com problemas familiares, nerds com problema de interação social, vítimas de Bullying, alcoolátras, neuróticos vindo da guerra e até mesmo abusadores. Tudo isso em meio a uma "realidade" machista, preconceituosa e de diferença social.   

"Life is Strange" prova que existem alternativa inteligentes e educativas a cultura machista e niilista da indústria de Game contemporânea. 
Vale muito apena jogar este game que em jogabilidade e graficamente também é fascinante. 
"SER RADICAL É TOMAR AS COISAS PELA RAIZ" (KARL MARX)

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