quarta-feira, 29 de maio de 2019

Quem foram aos Filósofos Pré-Socráticos?


Neste vídeo apresentamos estes importantes pensadores da antiguidade.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

10 Games para bugar a sua cabeça.

Games são puro entretenimento? Passatempo descompromissado onde os jogadores aliviam suas mentes interagindo com joysticks?  Nem sempre isso é verdade! Muitas vezes os games tem como objetivo justamente trazer desconforto, nos colocar pra pensar. Vamos listar aqui 10 jogos que vão explodir sua cabeça.

Começamos nossa lista com 2 jogos de intensa carga emocional e histórias envolventes: What Remains of Edith Finch (jogo indie que está de graça para jogar na PSN) e Life is Strange (game fantástico que para além da história envolvente nos coloca para pensar sobre uma variedade de temas.


Gosta da temática de Distopias? Fica aqui a sugestão de 2 games que nos estimula a refletir sobre nossa relação com a natureza, com a tecnologia e nos mesmos.  Enslave e Horizon Zero Dawn


Abaixo mais 2 games indies que trazem boas reflexões sobre os temas da existência e vida. Everybody's Gone to the Rapture e Journey


Unravel e The Stanley Parable são jogos indies sensacionais. O primeiro discute o tema da memória e envelhecimento, enquanto o segundo e uma viagem surreal muito interessante.


Por fim temos Limbo e Inside, ótimos jogos de pegada psicodélica que permite aos jogadores pensar sobre uma variedade de temáticas em uma narrativa de interpretação aberta.


terça-feira, 14 de maio de 2019

Neste dia 15 de Maio, ajude a defender o ensino da filosofia.

Evento no facebook: https://web.facebook.com/events/855869544748174/

Filósofos na cultura Pop.

Quem disse que a Filosofia tem que ser chata e monótona?

Descartes em Mario Kart
Marx em Mad Max

Nietzche em The Need for Speed
Sócrates nas tirinhas do Sábado Qualquer

Marx em Assasins Creed Syndicate

Sócrates em Assasins Creed Odyssey

Filósofos no Simpsons

Pitagórico no Assasin Creed Odyssey
Maquiavel em Assasins Creed

segunda-feira, 13 de maio de 2019

A esquerda institucional na América Latina: uma autocrítica necessária.

Desde da faculdade estive envolvido com debates sobre a ascensão da esquerda partidária a governos na América latina e Caribe. O fato político que mais me chamou a atenção durante este período foi a resistência do governo do até então pouco conhecido Hugo Chavez a um golpe orquestrado pelo governo norte americano na Venezuela. Uma reviravolta política que na época me pareceu "vingar" o golpe "bem sucedido" de Pinochet contra Allende no Chile em 70. O fato foi amplificado pelo impactante documentário "A revolução não será televisionada", e abriu margem para a esquerda mundial ampliar os debates sobre a conjuntura política da América Latina. Durante todo início de 2000 tivemos outros acontecimentos marcantes, tal como a eleição de Lula no Brasil e do cocaleiro Evo Morales na Bolívia. Não eram apenas os militantes que encontravam-se otimistas frente ao "futuro progressista" advindo de uma crescente "onda política de esquerda" nas Américas. Diversos intelectuais de expressão não paravam de escrever sobre o "novo paradigma político" que estaria se consolidando, e que os mais otimistas vieram denominar "pós-neoliberalismo". Na esfera institucional pactos econômicos entrelaçavam cada vez mais os emergentes "governos de esquerda", se fortaleceu o Mercosul e se criou a ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América). Como fundo político foi se estabelecendo em muitos países a ideia de integração por meio do Bolivarianismo, apresentado por Chávez como o "socialismo do século XXI". Uma concepção política que apontava para a integração dos países periféricos das Américas e a necessidade de autonomia frente as grandes potências, tendo como inspiração a luta de independência nas Américas promovida por Bolívar. No aspecto econômico, políticas desenvolvimentistas e de diminuição da pobreza foram promovidas, retirando uma grande massa da população da miséria.

No entanto, o entusiasmos inicial de muitos movimentos sociais e setores políticos da esquerda começou a se converter em desconfiança com o passar do tempo. O aspecto burocrático, populista e personalista destes governos que se firmaram como "esquerda institucional" foram passando de uma preocupação contingente a um "problema virtualmente incontornável". E o caráter de conciliação de classes de seus projetos políticos trouxe a tona contradições crescentes entre discursos "esquerdistas" e práticas "liberais". Por fim, crises econômicas e políticas acabaram por fragilizar "mortalmente" a maioria destas iniciativas abrindo espaço para uma maré de direita atingir a região . É um erro gigantesco considerar que os "governos de esquerda" na América Latina deste ciclo político recente tenham naufragado somente por conta do triunfo de ações advindas de interesses externos. Se hoje temos uma vitória do imperialismo americano no que diz respeito a redesenhar a geopolítica em nossos continentes, isso se deve também aos limites dos projetos políticos que foram postos em prática pela esquerda. Façamos aqui um paralelo histórico para tentar fortalecer esta ideia. Para entendermos de maneira satisfatória a queda do muro de Berlim no final dos anos 80, não basta tomarmos como causa única a ação de sabotagem promovida pelo bloco capitalista durante a guerra fria, é preciso tentar entender também o que deu de errado no projeto político da URSS. Caso contrário estaremos presos a um entendimento acrítico que nos empurrará para uma visão maniqueísta, reducionista e nostálgica de um regime que fracassou por conta de muitos fatores. Reflexão parecida temos que nos propor no que diz respeito a América Latina contemporânea.

Para garantir a governabilidade a esquerda institucional se fundamentou na conciliação de classes, tentando equilibrar os interesses das elites econômicas nacionais e internacionais a políticas de combate a pobreza. Ao se adequar a cultura política tradicional de seus países, esta acabou se submetendo ao "jogo sórdido" do poder constituído se envolvendo em um lamaçal de negociatas que iria lhe vulnerabilizar frente a retórica de "movimentos anticorrupção" organizados por setores conservadores. Não foi a toa que diversos escândalos políticos amplificados pelos meios de comunicação abalaram a confiança das massas no campo da esquerda nas Américas.
Por mais que a maioria dos partidos estivessem até o pescoço atolados na lama, o discurso que mais ganhou penetração foi o que associou a esquerda institucional a práticas políticas imorais. Isso porque neste momento de crise mundial da política representativa foi responsabilizado quem estava na "gerência" das instituições. A decepção advinda da timidez das políticas sociais destes governos, que não conseguiram reverter a desigualdade social gritante em seus países também enfraqueceu a esquerda institucional. Por fim o estourar de fortes crises econômicas "obrigou" estes governos a se alinharem a promoção de políticas anti populares, ampliando o mau estar generalizado entre a população.

Em 2009 Manuel Zelaia que foi eleito três anos antes pelo Partido Liberal para presidência de Honduras, mas guinou politicamente "esquerda" ao traçar alianças com a Venezuela de Chávez e outros países alinhados ao bloco da ALBA foi deposto por um "golpe jurídico parlamentar". O político foi acusado de "desobediência constitucional" por tentar promover uma constituinte no país. Processo de destituição promovido pela alta corte do judiciário e apoiada por militares, pelo parlamento e até mesmo por parte de seu próprio partido. Em 2012 o presidente Fernando Lugo, ex bispo da igreja católica eleito quatro anos antes pela APC (Alianza Patriótica para el Cambio) a presidência do Paraguai foi destituído por um processo de impeachment, depois de ter sido desgastado midiaticamente por conta de um suposto filho não reconhecido concebido na época que ainda exercia exercia o sacerdócio.
O ano de 2013 também não foi bom para o campo da esquerda institucional na região. Na Venezuela tencionada por disputas políticas Hugo Chávez veio a falecer, deixando o governo nas mãos do vice presidente Nicolás Maduro. No mesmo ano no Brasil, o governo do PT encabeçado pela presidente Dilma Rousseff eleita como sucessora política de Lula enfrentou gigantescas manifestações populares que pautavam o tema da mobilidade urbana e outras questões sociais. Um cenário de crise que foi superado por meio da redução das tarifas dos transportes e de muita repressão aos movimentos de rua.
Em 2015 na Argentina o candidato peronista Daniel Scioli, herdeiro do projeto político de Cristina Kirchner que governou o país junto ao seu marido Nestor Kirchener por 12 anos, perdeu a eleição para o empresário neoliberal Macri. Em 2016 depois de ter garantido a realização dos megaeventos da copa do mundo e olimpíadas por meio de intensa repressão e criminalização dos movimentos sociais, o governo de Dilma reeleito em 2014 foi interrompido por um processo de impeachment baseado em acusação de crimes de responsabilidade. Assumiu o governo o vice presidente Michel Temer. No caso argentino a falta de expressividade político de Daniel Scioli, e o desgaste político do peronismo envolto em diversas acusações de corrupção foram fatores de peso para a derrota eleitoral. No Brasil uma realidade econômica desfavorável fortaleceu o descontentamento de vários setores da elite econômica que embarcaram em um movimento de oposição baseados na retórica de anticorrupção. Frente a queda o partido dos trabalhadores não conseguiu apoio político expressivo no parlamento nem nas ruas para garantir governabilidade e resistir ao ataque jurídico parlamentar que o depôs da presidência.
Com as centrais sindicais aparelhadas e distante da maioria dos trabalhadores e um movimento social reticente por conta das ações de criminalização e repressão do governo a todas as manifestações que ocorreram durante os megaeventos, a reação das ruas a deposição de Dilma foi pífia. Hoje já percebemos algum desgaste no governo de Macri que não conseguiu corresponder ao otimismo do mercado diante sua eleição e arrastou o país para mais uma crise econômica. Por conta disso Kirchener ganha força em sua candidatura, mesmo ameaçada politicamente por setores do judiciário. No Brasil a perseguição política ao PT por conta de acusações de corrupção levou Lula para a cadeia, a propaganda midiática das grandes empresas de comunicação inflaram o antipetismo enquanto a extrema direita saltou por cima da direita tradicional também desgastada. A péssima estratégia do PT que empurrou a candidatura de Lula que sabidamente não ia ser viável e a pretensão deste partido de manter a hegemonia política dentro da esquerda a qualquer custo, fomentou ainda mais o antipetismo e garantiu a eleição do direitista extremista Bolsonaro. Uma tragédia anunciada, vide as pesquisas que apontavam que qualquer candidatura de uma sigla diferente do PT venceria o ex capitão do exército no segundo turno.
O caso da Venezuela é peculiar, em 2017 Maduro promoveu uma constituinte para enfraquecer a oposição que tinha ganhado o parlamento nas eleições legislativa dois anos antes. Em 2018 foi reeleito por um processo eleitoral questionado por seus opositores que já encontrava-se desarticulados pelos efeitos da constituinte. No entanto, não demorou para que a instabilidade política toma-se o país novamente. Hoje a Venezuela atravessa uma crise econômica que se acentuou quando Juan Guaidó presidente da Assembleia Nacional Venezuelana se autoproclamou presidente em exercício, alegando que reeleição de Maduro teria sido ilegal. Neste momento se intensificou a pressão norte americana contra o governo Venezuelano e ações políticas orquestradas por antichavistas para desestabilizar o governo. Apesar de diversas ações fracassadas da oposição, o clima de instabilidade persiste e Maduro continua a resistir escorado no apoio que recebe do exército e pelo suporte internacional dado pela Rússia de Putin. Desta forma, de um lado temos um governo cada vez mais autoritário e dependente do apoio russo e de outro golpistas a mercê dos interesses estadunidense. É evidente que este cenário trágico deve muito a interferência estadunidense na política interna da Venezuela. No entanto, as "ações do imperialismo americano" no país não são a causa única" do fracasso do projeto Chavista. A dependência da economia venezuelana do petróleo e a formação de uma burocracia estatal se encastelou no poder trouxeram problemas sociais que contradizem a retórica do socialismo do "século XXI", apresentado pelo projeto chavista como uma plataforma política de liberdade e combate radical a desigualdade social. A repressão política nunca se limitou aos setores "golpistas" alinhados ao imperialismo estadunidense. E cada vez mais a governabilidade acaba ficando atrelada a perseguição generalizada de qualquer movimento de crítica ao governo. Na Bolívia Evo Morales foi reeleito pela segunda vez em 2015 e seguirá o mandato até 2020, mesmo em um cenário econômico estável sofre com algum desgaste político frente a uma campanha contínua da oposição contra sua figura. Recentemente foi realizado no país um processo de eleições primárias, que teve como objetivo fortalecer a legitimidade de mais uma candidatura de Evo a cadeira de presidente. O ex-cocaleito foi eleito candidato de seu partido, mas o processo de primárias boicotado pela oposição foi marcado por imensa abstenção, mesmo dentro da coligação responsável pela sua candidatura. Vale citar aqui também o caso da Nicarágua, que atravessa um momento de conturbação social depois de intensos protestos contrários ao projeto de reforma da previdência promovido pelo governo de Daniel Ortega.

A América Latina hoje encontra-se numa situação realmente complicada. Incessantemente vemos desmoronar os projetos políticos associados a "esquerda partidária" que durante anos governou diversos países na região através de uma mescla de conciliação de classes e políticas sociais mínimas. Paralelamente a isso temos a emergência de governos direitistas que "empoderados" visam cumprir de forma radical e a qualquer custo a agenda neoliberal. É lógico que não podemos descartar o "fator Trump" neste rearranjo político da região, mas esta ascensão da direita conservadora nos Estados Unidos não é a única causa para o quadro político trágico que vivemos em nossos países. Se quisermos ser assertivos para além de mitificações românticas ou teorias conspiratórias precisamos repensar criticamente as ações do campo da esquerda latino americana, refletir sobre: personalismo, assistencialismo, populismo, burocratismo e os limites de projetos de conciliação de classe.
De imediato, parece não existir muitas possibilidades. Para alguns governos "de esquerda" que não caíram sobrou como única opção a tentativa de explorar a tensão econômica entre potências estrangeiras buscando apoio na China e na Rússia, enquanto promove um fechamento político autoritário. Em alguns países como o Brasil, vemos a total derrocada dos partidos de esquerda e seus governos, e um cenário onde os trabalhadores estão sendo jogados em uma "guerra de classes violenta". A quebra de direitos trabalhistas, processos de privatizações e restrição das liberdades avança rapidamente dentro da agenda dos governos direitistas. Restando para os movimentos sociais resistir com o pouco de vitalidade que tem frente a assombrosas maquinas de destruição. Contudo a médio e longo prazo sempre podemos mais. É fundamental aprender com os erros para poder caminhar, pois insistir em formulas desastrosas buscando reanimar projetos políticos moribundos só representará atraso. Não há resposta pronta para nos guiar em meio a este cenário desanimador. Contudo é certo que só os ideais de liberdade e igualdade radical podem nos orientar a novos horizontes.

Para saber mais:

Revolução não será televisionada.

O que resta de junho.

Safatle – Pós-eleições: construir a luta contra o autoritarismo

Primeiras observações sobre o desastre brasileiro


Ni con Maduro ni con Guaidó: Sindicatos exigen que se respete la independencia de sus luchas.

El ultrapopulismo madurista: todo barato o gratis, aunque ni sirve, ni hay.

Declaración de Marea Socialista sobre la situación y las tareas políticas del pueblo trabajador, tras la intentona de golpe proimperialista de Guaidó y López.

domingo, 5 de maio de 2019

Viagem cultural: Rio de Janeiro à Bolívia de ônibus.


Neste vídeo especial do nosso canal vamos apresentar uma forma econômica de visitar este país incrível. Cruzamos o país de ônibus passando por Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Potosí, Uyuni, La Paz, Copacabana e Isla del Sol. Visitando desde o deserto de sal até o lago Titicaca. Bolívia um país de rica cultura e muita agitação política que vale muito aos brasileiros visitar.