segunda-feira, 9 de maio de 2011

Registro da última assembléia do SEPE


A assembléia.
Na quinta feira dia 5, aconteceu na sede da ABI (Associação Brasileira de imprensa) uma assembléia dos profissionais da educação. Dentre as muitas coisas deliberadas neste encontro foi aprovado o repúdio ao plano de metas do Estado (entendido como algo que vai servir para coagir e maximizar a exploração dos professores nas escolas), o boicote ao lançamento de notas virtual (que é mais uma burocracia problemática que confundi e aumenta o trabalho dos docentes) e estado de greve já (ou seja, desde já fica avisado aos governantes que se as coisas na educação não melhorarem as escolas vão parar).
Reflexão sobre a assembléia foi:

 A assembléia foi aberta com um ato indígena muito interessante. Que ao meu ver mostra que o sindicato tenta mesmo que frágilmente romper com o tradicionalismo e ortodoxia sindical.
 Apesar da abertura favorável, em quase todas as falas era notória a cultura política anacrônica e cristalizada a qual nosso sindicato esta prezo. Perdi a conta das vezes que professores que ocupam a direção do sindicato tentaram dividir os docentes entre vanguarda (aqueles que se aliam ao discurso da diretoria) e massas (aqueles que deveriam comprar tal discurso). Um fator bem interessante a ser apontado foi o aumento das falas críticas que partiram de grupos alternativos que ali ainda possuem mais poder. Acredito que uma nova leva de professores está modificando um pouco da "cara das assembléias" do SEPE, e isso é muito bom.

Na assembléia se decidiram posturas importantes e favoráveis aos docentes.
Tais como:
O repúdio ao plano de metas e boicote ao conexão educação. No entanto boicotar o sistema de lançamento de notas ainda é complicado (pois não contamos com suporte jurídico para nos defendermos de punições dos órgãos do governo diante tal boicote).

Em relação a greve, com certeza é uma decisão importante. Algo radicalizado tem realmente de ser feito. Contudo a greve poderá se mostrar um instrumento eficiente, se o sindicato conseguir mobilizar grande parte dos professores a pararem (se param poucos, o instrumento fica banalizado e se demonstra ineficiente), outra coisa importante é pensarmos a greve como greve de ocupação (ou seja, nada de professores entrando "em férias". Parando o trabalho de forma banal).
Para a greve dar certo é preciso que os grevistas tomem as ruas com atos, freqüentem as escolas para divulgar os objetivos da greve e da luta. se isso não acontecer mais uma vez a opinião pública (que é gerada pelo péssimos e parciais meios de comunicação que temos) vai jogar a população contra a greve e o tiro sairá pela culatra.

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