segunda-feira, 10 de agosto de 2026
segunda-feira, 24 de março de 2025
Dica de vídeo: Não caia no novo fake sobre as pirâmides do Egito.
Dica de vídeo: Não caia no novo fake sobre as pirâmides do Egito.
domingo, 18 de julho de 2021
Fake news e conforto psicológico.
Recentemente começou a rolar pela internet uma imagem falsa de uma senhora fazendo L com a mão
do lado do atual presidente no hospital. Segundo militantes nas redes sociais seria uma ação crítica, notoriamente a inicial do nome do ex presidente e pré-candidato Lula. Coisa parecida foi dita de gestos promovidos por operários que posaram do lado de Bolsonaro em uma obra e também por pelo jogador Ramires em uma comemoração. Em ambos os casos os próprios autores dos gestos negaram que o L seria uma referência ao ex-presidente, mais ainda existe muita gente que jura que nas duas ocasiões foi isso mesmo evidentemente mesmo frente a negativa dos protagonistas dos casos citados.
Neste caso recente não é difícil perceber que a imagem é falsa, mas mesmo assim a imagem está sendo replicada em diversos grupos de professores e em perfis de pessoas com bastante estudo e formação. Mas afinal, como isso é possível?
Temos aqui um "belo" exemplo de como "fake news" funcionam e se espalham. É um equivoco acreditar que estas se propagam somente por conta da falta de formação das pessoas, pois as mesmas estão escoradas principalmente na emoção (no phatos). É comum que as pessoas em relação as informações se fundamentem dentro de uma lógica de confirmação de crenças, ou seja, quanto mais concorde com o que eu acredito mais verdadeira é a informação. Este tipo de pensamento facilmente pode levar a enganos absurdos. Quando o critério para tomar algo como verdade é "espelhamento" do que pensamos a tendência é mesmo propagarmos coisas estupidamente e falsas independente de nossas posições políticas e ideológicas. Pois algo não vai deixar de ser verdadeiro porque não acreditamos e nos incomoda, ou ser verdadeiro só porque queremos que assim seja.
Este tipo de comportamento se dá porque as pessoas normalmente estão em busca de conforto psicológico e de pensamento, mesmo que este signifique distorcer a realidade para caber no que imaginamos.
O atual governo brasileiro de extrema direita é acusado por muitos de investir pesadamente em campanhas de fake news, e manipular os sentimentos das pessoas para estimular comportamentos questionáveis da população. E temos muitos motivos para acreditar que campanhas deste tipo fazem mesmo parte do núcleo de sua comunicação, vide toda a desinformação plantado pelo governo em relação ao combate a pandemia. Seja como for, a mentira sempre foi uma ferramenta poderosa para mobilizar e organizar as pessoas para os mais diferentes projetos de poder, e na era da internet não poderia deixar de ser.
Mais do que nunca a capacidade crítica é essencial, e não só para o "lado de lá", para os outros e os "incultos".
Esse compromisso com a crítica tem de ser de todos, também tem que ser nosso. Caso contrário todos perdemos.
Links afins.
segunda-feira, 18 de março de 2019
Momo, Baleia Azul e outros Hoax. As mentiras que podem se tornar perigo real.
Em uma sociedade dominada pelos meios digitais, as pessoas ainda possuem muita dificuldade para lidar com a informação. Dificilmente existe a preocupação em buscar as fontes e problematizar as histórias que são difundidas na rede. O resultado muitas vezes é o pânico generalizado que sempre é um risco.
Para piorar os Hoax que viralizam acabam desencadeando um efeito para sua legitimação. Devido aos números de citações na rede os materiais relacionados aos boatos cada vez ficam mais disponíveis na internet, e muitas vezes o que não passava de relatos fictício começam a representar algum risco real. O caso do viral do desafio da baleia azul começou como uma história falsa viralizada, e por conta da escala de divulgação do boato veio a motivar pessoas a brincadeiras perigosas inspiradas na história. Com o novo boato da Momo parece estar acontecendo fenômeno parecido. Um boato sobre "invasão" de hackers em vídeos do youtuber kids (o que é tecnicamente improvável) começa a render muito material produzido para render o boato, incluindo brincadeiras de vídeos editados postados nas redes sociais e canais na plataforma de vídeo.
Tenha controle do que as crianças acessam nas redes sociais, isso sempre é importante. Mas cuidado para não fazer coro a hoax. Sempre pesquise sobre as histórias que aparecem nas redes sociais, sempre questione!
Para saber mais sobre os boatos citados acesse os links abaixo!
http://www.e-farsas.com/um-menino-de-4-anos-cortou-os-pulsos-em-goioere-por-causa-da-momo.html
https://www.boatos.org/tecnologia/hackers-boneca-momo-videos-youtube-kids.html
https://www.boatos.org/tecnologia/momo-demonio-numero-telefone-internet.html
http://www.e-farsas.com/um-menino-de-4-anos-cortou-os-pulsos-em-goioere-por-causa-da-momo.html
http://www.e-farsas.com/9-mentiras-e-1-verdade-sobre-o-desafio-da-baleia-azul.html
https://www.youtube.com/watch?v=XRe99ZQC8iM

