sábado, 10 de outubro de 2020
DOCUMENTÁRIO "ENSINO DE FILOSOFIA - EM DEFESA DO PENSAMENTO CRÍTICO".
terça-feira, 29 de setembro de 2020
Dilema das redes? 7 documentários para pensar a internet para além da tecnofobia, ludismo e visão corporativa.
Recentemente o documentário da netflix "O dilema das redes" se popularizou no Brasil trazendo a tona o debate da tecnologia da internet, mas por meio de uma narrativa conspiracionista e reducionista perfeita para fortalecer entendimentos tecnofóbicos sobre o mundo que vivemos. Temos u mtexto de crítica aqui "O documentário "O dilema das redes" da netflix e os limites da critica liberal."
Pensando em ampliar o debate sobre a tecnologia da internet para além do ludismo e da lógica corporativa auto referenciada do material da NETFLIX trazemos aqui uma lista com 7 documentários para vocês.
Para a lista priorizamos materiais que estão disponíveis de forma livre na internet sem a necessidade de assinatura de serviços privados para serem acessadis.
https://www.youtube.com/watch?v=yoIZzk31OMg
Tudo é Remix (Everything is a Remix,
2010), do americano Kirby Ferguson, é um documentário dividido em
quatro partes, que se propõe em evidenciar a cultura pop como um grande remix das fórmulas que funcionaram anteriormente em várias modalidades culturais.
2. Vida Longa ao Slackware.
https://libreflix.org/i/vida-longa-ao-slackware
Vida Longa ao Slackware é um mini documentário brasileiro independente. Aborda sobre a distribuição GNU/Linux mais antiga ainda em desenvolvimento, Slackware Linux.
3. The Pirate Bay AFK.
https://libreflix.org/i/tpb-afk
TPB AFK: The Pirate Bay Away from Keyboard é um documentário sobre
a vida dos três fundadores do site de compartilhamento de arquivos The
Pirate Bay, dirigido por Simon Klose. As gravações do documentário
começaram no verão de 2008, e foram concluídas em 25 de agosto de 2012
4. Remixofagia: Alegorias de uma revolução.
https://libreflix.org/i/remixofagia
Remixofagia é um documentário experimental sobre as lutas e ideias de
uma nova cultura digital que emergia no Brasil na primeira década do
século XXI.
https://libreflix.org/assistir/inproprietario
O documentário mostra que os Sistemas Operacionais Livres tem uma série
de vantagens que nos são escondidas: Necessita-se de um equipamento menos potente para
desenvolver as mesmas tarefas do que o Windows, é muito menos
suscetível à vírus, e consequentemente a problemas de mal-funcionamento,
mas acima de tudo, o Sistema Operacional Livre está ligado ao conceito
de liberdade. Liberdade de informação, de mudanças e alterações. Além
disso o acesso ao código-fonte dá segurança às instituições públicas de
saber exatamente o que o Sistema estará fazendo, ao contrário da
caixa-preta que é o sistema operacionais privados.
O Acesso livre ao
código fonte faz também de vários usuários, colaboradores desse imenso
projeto mundial, desenvolvendo-o, atualizando-o, melhorando-o
constantemente. Não é a toa que Sistemas com a base GNU/Linux, como o
Fedora, Ubuntu e Apache entre outros são extremamente velozes, seguros
criativos e inovadores.
https://libreflix.org/i/the-code
The Code é um documentário finlandês sobre GNU/Linux a partir de 2001,
com algumas das pessoas mais influentes do movimento software livre.
https://bombozila.com/desde-junho-ep-02/
Nesse episódio, diferentes coletivos de midiativistas cariocas se reúnem
três anos após as Jornadas de Junho no Rio de Janeiro. No encontro eles
refletem sobre questões levantadas em 2013: qual foi o papel do
midiativista? Como as pautas das ruas eram amplificadas pela mídia
livre? Como essa nova forma de se relacionar com a informação
influenciou movimentos políticos? Relembram o caso da morte do Amarildo,
o Ocupa Cabral (ocupação ocorrida em 2013 em frente à casa do então
governador Sérgio Cabral Filho, e que pedia o seu impeachment) e
refletem sobre a rede de coletivos de mídia livre criada desde então.
sexta-feira, 5 de junho de 2020
Documentário "Babás"
terça-feira, 14 de janeiro de 2020
“Don’t F**k with Cats: Uma Caçada Online" e o fenômeno da emergência.
Os dois primeiros autores citados aqui discutem como as redes descentralizadas ( ou mais precisamente falando "distribuídas") podem produzir resultados colaborativos que vão muito para além da "soma das partes" dos atores envolvidos. Enquanto Johnson trata do fenômeno de maneira mais ampla, Negri investiga como o "isomorfismo" das redes está ligado ao novo sujeito revolucionário do capitalismo cognitivo a "multidão".
“Don’t F**k with Cats: Uma Caçada Online" é um exemplo dramático de como a colaboração de diversas pessoas comuns por meio da rede da internet conseguiu identificar, rastrear e responsabilizar um criminoso transcendendo os aparatos institucionais de investigação e segurança que normalmente secundarizam os maus-tratos aos animais. A série também nos permite olhar a internet como um "pharmakon", já que também nos apresenta muitos usos negativos tecnologia tais como: fakes, trolls, haters, incels e a potencialização da ação de maníacos por meio das redes sociais .
Dentro das próprias redes sociais um forte debate está sendo feito sobre a "validade e pertinência" da série. Muitos estão defendendo que o doc tende a estimular a violência contra animais dentre pessoas com o objetivo de fama, enquanto outros argumentam que o tema de "maus-tratos aos animais" ao ser discutido também será mais enfrentado e que redes emergentes de defensores de animais tendem a aparecerem e se fortalecerem.
Para além de toda polêmica uma coisa é certa: o debate sobre o uso das tecnologias de rede e suas potencialidades é cada vez mais importante nos dias de hoje. E "Don’t F**k with Cats"!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
Para pensar 2013 de maneira mais profunda e reflexiva.
"O que resta de junho" é um documentário que visa problematizar as chamadas Jornadas de Junho e refletir sobre o seu significado e efeitos nos múltiplos segmentos sociais envolvidos, desdobrando a sua constituição como acontecimento a partir de entrevistas com alguns dos principais personagens das jornadas e pesquisadores sobre o tema, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e das imagens que restaram dessas que foram as maiores manifestações políticas e sociais que o Brasil já viveu em sua história.
Um Filme de Carlos Leal, Diego Felipe,Vladimir Santafé
Direção Vladimir Santafé
Roteiro e Entrevistas Carlos Leal
Pesquisa Carlos Leal, Diego Felipe, Rodrigo Bertame, Vladimir Santafé Direção de Fotografia Diego Felipe, Hugo Labanca
Trilha Musical Guizado Designer e Conceito Diego Felipe, Hugo Labanca Crédito e Cartelas Pablo Henrique Câmera Carlos Leal, Diego Felipe, Hugo Labanca, Vladimir Santafé
Assistente de Câmera Aline Fernandes, Zé Castillero Edição Diego Felipe, Hugo Labanca, Vladimir Santafé
Captura de Som Aline Fernandes, Rodrigo Bertamé, Thaiane Ferreira, Zé Castillero
Imagens Adicionais e Crédito Pablo Henrique Imagens Aéreas Doval Produções
Apoio Sindscope, Sindipetro-RJ, Subúrbio em Transe, Adufrj Apoiadores Pedro Henrique, Vando Juvenal, Rachel Nigro, Wallace da Silva Melo, Fernanda Rodrigues, Guilherme Pimentel, Mario Generosi Brauner, Daniel Caetano, Marcos José da Silva, Amauri Mendes Pereira, Bruno Gawryszewski Agradecimentos Gabriel Tiaraju, Suraia El-Kaddoum, Geovano Santos da Fonseca, Fernanda Cardoso, Thiago Laurino, Jorge César, Talys Gonçalves, Luis Cláudio Lima, Alexandre Palma, Lucas Ferreira Juliana Bubel, Paulo Pasin, Rebecca Muniz, Sammy Farah, Feijão, MTST, MPL-RJ, MPL-SP, Shirley Neres, Ronald Luiz, Luiz Eduardo Rodrigues Entrevistados Cristovão Duarte, Victor Quintiliano, Mayara Vivian, Ana Paula, Mauro Iasi, Paula Maíran, André Miguez, Giuseppe Cocco, Jorge Maia, Ulisses, Kim Ramos, Zé Guajajara, Ashaninka, Korubo, Camila Jourdan, Emerson Fonseca, Emanuel Cancela, Alexandre Samis, CélioViana, Moisés de Jesus João Vitor, Michel, Wiria Alcântara, Antônio Pedro, Cristiane Ribeiro, Aluana Guilarducci
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Ensino de Filosofia: Em Defesa do Pensamento Crítico (teaser)
“Ensino de Filosofia: em defesa do pensamento crítico” será um filme que apresentará um panorama do ensino da disciplina nos últimos 10 anos, de sua reinserção no ensino médio por meio da Lei de obrigatoriedade ao cenário atual de reformas na educação básica e de ataques jurídicos movidos por organizações conservadoras contrárias a uma educação crítica e libertadora. Uma realização do Laboratório de Licenciatura e Pesquisa sobre o Ensino de Filosofia da UERJ (LLPEFIL-UERJ). Direção: Diego Felipe S. Q e Vladimir Santafé. Produção: Bantu comunicações. O projeto se encontra em captação de recursos e precisa do seu apoio, seja qual for a quantia, através do link da vakinha: http://vaka.me/737187 Apoie o cinema independente que defende a democracia e a qualidade da educação.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Cub@: as implicações sociais da conexão tardia a internet.
O documentário Cub@, lançado em 2018 discute os efeitos da "conexão tardia" da ilha ao mundo da internet a partir de entrevista de ativistas e acadêmicos cubanos. O que podemos pensar sobre a relação da explosiva ilha cubana com esta potente tecnologia?
No final deste ano, mais precisamente no dia 6 de dezembro, foi ativado o serviço de dados móveis com tecnologia 3G em Cuba. A internet na ilha é totalmente controlada pela estatal Etcsa, e até então o acesso a rede só era possível em instituições governamentais, hotéis e nas praças de wifi (serviço inaugurado em 2015).
A ilha é local privilegiado para se estudar os efeitos da internet na sociedade por conta da sua "conexão tardia" que ressalta elementos importantes colocados por esta tecnologia de comunicação. O acesso a internet em Cuba chegou na década de 90 e permaneceu até recentemente limitado. O fundamento desta limitação sempre foi o controle político do Estado, que em um primeiro momento restringiu o acesso a instituições publicas e hotéis, para além de bloqueios a páginas e blogs considerados subversivos. Com a melhoria da relação do governo da ilha com o governo dos Estados Unidos ocorreu a abertura a banda larga em 2015. No entanto, o serviço inaugurado neste ano custa caro demais para a maioria dos Cubanos acessarem. O mesmo também é limitado, pois só pode funcionar por meio de cartelas pré-pagas de acesso a ser utilizada por dispositivos moveis nos perímetros das praças centrais das cidades cubanas.
A internet que o Cubano a partir de agora vai poder acessar de qualquer lugar a partir do 3g não é a mesma que existia antes da hegemonia das redes sociais. A "conexão tardia" fez Cuba saltar um estagio de desenvolvimento da tecnologia. Hoje é notório que a internet cada vez mais adquire cunho mercadológico se focando em publicidade e em redes sociais de grandes empresas privadas. Nem sempre foi assim, pois em um momento inicial a tecnologia chegou a alimentar até mesmo utopias radicais sobre compartilhamento livre e sem limites de produtos e informação. A tecnologia de rede distribuídas inclusive possibilitou muitos processos políticos de revolta por todo globo: vide a "primavera árabe", Occupy e Jornadas de Junho.
É difícil imaginar quais os efeitos sociais da chegada da internet de forma mais ampla em Cuba. Politicamente a ilha hoje se espelha em muito no modelo Chinês, que desenvolveu suas maneiras de lidar com a internet. Existem também muitas tensões dentro do processo de abertura do país ao capital privado. Quem viver verá.
Para saber mais mais:
Um fantasma ronda o Brasil e o mundo o fantasma das Redes Sociais:
Nilton Bahlis dos Santos
Redes de Indignação e Esperança: Movimentos Sociais na Era da Internet
Manuel Castells
Filme "O que Resta de Junho"
https://www.youtube.com/watch?v=gQvK9RzOPP8






